O país das maravilhas, onde vive a intocável classe política brasileira acaba de anunciar mais um progresso, em meio a discussão de como arrasar com a aposentadoria dos pobres mortais.

O site R7, o mesmo da Rede Record de Televisão, a preferida do atual presidente, acaba de divulgar uma lista de ex-deputados que vão ganhar aposentadoria especial. É uma quadrilha que foi reforçada agora em fevereiro, graças ao término do mandato daqueles que não foram reeleitos.

Eles engrossam os 499 beneficiários, sendo que 29 foram premiados a partir do ano passado. Isso vai nos custar a bagatela de R$ 658,2 mil por mês.

O site levanta também que o pagamento das aposentadorias de todos os ex-deputados custou à Câmara (ou ao nosso bolso) R$ 7,18 milhões, só em fevereiro. O rendimento médio de cada parlamentar foi de R$ 14,4 mil.

Em contrapartida, a média paga em todo o país aos trabalhadores aposentados comuns, aposentados pelo INSS é R$ 1.316,54, enquanto o teto é R$ 5.839,45.

Em comparação, o gasto da Câmara com todos esses ex-parlamentares seria suficiente para pagar o benefício médio de mais de 4.700 aposentados pelo INSS.

Dos 29 ex-deputados que pediram aposentadoria, 20 foram derrotados nas urnas em 2018. Os outros não concorreram no ano passado.

Quem ganha menos, leva R$ 8.778,38, ao qual têm direito a também ex-senadora Lúcia Vânia (PSB-GO); Beto Mansur (MDB-SP) e César Souza (PSD-SC).

Com mais de duas décadas no Congresso, parlamentares como Miro Teixeira (Rede-RJ); Bonifácio de Andrada (PSDB-MG); Nelson Marquezelli (PTB-SP); Simão Sessim (PP-RJ) e Marcondes Gadelha (PSC-PB) vão receber cerca de R$ 33 mil mensais.

As idades em que cada um deles se aposentou variam entre 60 anos (Sandro Mabel/MDB-GO) e 88 anos (Bonifácio de Andrada). Na média, os recém-aposentados têm 70 anos. Sete se aposentaram com menos de 65 anos.

Há também seis ex-senadores pediram aposentadoria, sendo que cinco deles não foram reeleitos. Os valores mensais variam entre R$ 19,2 mil e R$ 33,7 mil.

Veja a relação divulgada pelo R7: