Vem aí mais um “amado por muitos, detestado por boa parte da população”. É o horário de verão de 2018, que chega com algumas semanas de atraso, em virtude das eleições. Ele está na sua  44ª edição e inicia oficialmente no próximo fim de semana. Significa adiantar os relógios em uma hora. Os dias ficam mais longos e as noites mais curtas. Implica numa série de vantagens para alguns e desvantagens para outros. Influi diretamente no “relógio biológico” das pessoas que terão se que adaptar a este verdadeiro “fuso horário”. Seu objetivo específico reduzir a demanda por energia no sistema elétrico durante horário de pico, entre 18h e 21h, diz a Copel, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica, que estima conseguir alívio de carga de 4,5% no consumo simultâneo de energia nesse horário.

Este novo horário que começa na madrugada de sábado para domingo, entra em vigor no Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. O novo horário fica em vigor até o dia 16 de fevereiro, quando os relógios voltam a ser atrasadas em uma hora e a população terá que novamente se adequar ao velho horário. Diz a Copel que “com dias mais longos do verão, o horário adiantado faz com que a rotina da população e das empresas não coincida com o acionamento da iluminação pública, aliviando a demanda por energia no fim da tarde, começo da noite.”

Para a distribuidora “a demanda por energia no período alivia o funcionamento de usinas geradoras, subestações e linhas de transmissão. Com isso, embora aconteça uma diminuição do consumo de energia – em torno de 0,5%, equivalente apenas à redução na utilização de lâmpadas no início da noite – o objetivo principal do horário de verão é proporcionar alívio de carga no sistema elétrico”. E conclui que “ao prevenir sobrecargas no sistema essa diluição do pico de consumo no fim da tarde também evita o acionamento de usinas térmicas, que são mais caras, além de mais poluentes.”

USO EFICIENTE

Em matéria distribuída pela Assessoria de Imprensa, a Copel define que “ainda que o horário de verão alivie a demanda por energia entre 18h e 21h, outro horário de pico vem sendo registrado nos últimos anos entre 14h e 15h. “Diversos fatores contribuem para esse comportamento. Um deles é o uso do ar-condicionado. Por isso, é importante manter sempre em dia os hábitos de consumo consciente desses equipamentos durante o verão”, orienta o gerente de Gestão da Inovação da Copel, Gustavo Klinguelfus.

Entre os cuidados a serem tomados estão a limpeza regular dos filtros, a manutenção das portas fechadas no ambiente e o controle das horas de uso. Aproveitar melhor a iluminação natural dos dias mais longos também é outra estratégia favorável nessa época para economizar energia. No chamado horário de pico, período em que há uma coincidência de consumo de energia por diferentes segmentos de consumidores, é que pode sobrecarregar o sistema elétrico. Mas não apenas para a Copel, mas em todo o mundo, a finalidade do horário de verão é a mesma: evitar sobrecargas no final da tarde, quando existe muita demanda por energia. É praticamente o horário em que as pessoas que chegam em casa e usam geladeira e chuveiro, a indústria e comércio ainda estão funcionando e a iluminação pública começa a ser acionada. E por mais que não gostemos o horário é fundamental para a economia e bom funcionamento do sistema, garante a Copel.