Texto de Valdir José Cruz, publicado no Facebook, em 15 de outubro às 23:45

Um professor para não ser esquecido; um homem para entrar na história…

Pequeno no tamanho. Gigante no conhecimento, na integridade moral, na inteligência e no respeito ao próximo.

Na formação de advogados em Curitiba, ele foi mais do que um professor. Foi uma lenda. Na cadeira de Direito Romano era a maior autoridade que havia.

Inquieto, sentia a necessidade de viver cada dia como se o amanhã não existisse. Aos 80 anos ainda era professor. E ia para a faculdade a pé, e, com energia de um jovem, transmitia seus conhecimentos.

Em setembro do ano passado, Aloísio Surgik estava indo para a sede curso de Direito da Uninter, que funcionava no antigo colégio Divina Providência, no Largo da Ordem, quando teve um problema de saúde na rua e desmaiou. Atendido por mendigos, a quem sempre dava uns trocados, acabou parando numa UTI hospitalar, de onde não saiu vivo. Morreu no dia 28 de setembro.

Como professor, convivi com ele na PUC-PR, no início da década de 1990. Ele, no curso de Direito; eu, no de Jornalismo. Como jornalista, tinha nele uma fonte permanente de informações. Ele me atendia com um bom vinho no apartamento onde morava, no Água Verde.

Era também combativo. Pertenceu por longos anos ao Sindicato dos Professores das Instituições de Ensino Superior Privada de Curitiba, o Sinpes.

No dia de hoje, senti dos advogados uma homenagem a este professor, que tantas vezes foi nome de turma e paraninfo dos formandos em Direito de várias faculdades e universidades.

Na foto, Surgik, aos 80 anos, ainda em atividade no curso de Direito da Uninter.