Osni Gomes – Opinião – 

Com 34 jogos realizados em 2018 pelo Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, o Coritiba conseguiu apenas 11 vitórias, amargou 13 empates e sofreu 10 derrotas. Está no meio da tabela, na décima posição e não reúne mais chances de subir para a primeira divisão em 2019. Vai amargar mais um ano rebaixado, ao lado do Paraná Clube, que teve uma melancólica participação na principal divisão do futebol brasileiro.

Estará ao lado de Paraná, do Operário de Ponta Grossa que foi campeão da Série C e possivelmente do Londrina, que também passa por extremas dificuldades e tem apenas 16% de chances de chegar entre os quatro primeiros, nas quatro rodadas que ainda restam.

O Coritiba foi o exemplo da má administração e do péssimo comando técnico, trocando quatro treinadores ao longo do ano e não dando chances de sequência a um elenco sofrível, mesclado com bons jogadores da base, mas com péssimos contratados e pedidos pelas várias comissões técnicas.

O técnico Argel Fucks, o melhor dos que apareceram no Clube, chegou muito tarde e ainda teve que enfrentar a coleção de sobras escolhidas pelos outros treinadores: Sandro Forner (a aposta barata), Eduardo Baptista (a grande e onerosa decepção), o voluntarioso Tcheco e agora Argel.

Era uma incêndio difícil de se apagar, especialmente quando o time perde a sua principal peça, o goleiro Wilson e neste último jogo o seu melhor atacante, Guilherme Parede.

Um ataque pífio, que fez 36 gols. Uma defesa inconsistente (salva-se apenas Wilson, que inclusive colaborou com o ataque marcando gols de pênalti) que sofreu 37 e um meio de campo sem a menor criatividade, incapaz de produzir e articular o time.

Foi um grupo que jogou pouco, sofreu muito e acabou amargando uma inexpressiva campanha. Está, merecidamente fora da luta pelo acesso e cumpre quatro jogos: São Bento (fora); Goiás (em casa), Ponte (fora) e Fortaleza (em casa), para tentar não deixar ainda mais feia a sua participação.

Juntar os cacos e tentar começar tudo de novo é a solução. Quem sabe manter o mesmo treinador e dar a ele condições de formar um bom elenco, pois tem uma pré-temporada no Campeonato Paranaense, testando valores da base e mesclando com novas contratações.

Uma coleção de dispensas se faz necessária para arejar o ambiente e para despoluir o elenco infestado dos chamados “pés de pano” e ouvir da torcida toda a sorte de impropérios merecidos, pedindo desculpas e tentando acertar a casa. Um ano para se esquecer.

Osni Gomes é editor deste portal