O ex-presidente Michel Temer teve um sábado solitário na prisão. Fechado na cela onde cumpre prisão preventiva, na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro foi proibido de receber visitas de amigos e aliados. E o domingo dele não será diferente. Segundo a PF, as visitas são permitidas apenas de segundas a sextas, em horários previamente determinados.

Para compensar o isolamento, ganhou um livro sobre Winston Churchill, primeiro-ministro britânico durante a Segunda Guerra Mundial. O presente foi deixado na portaria pelo advogado Gustavo Guedes, que já defendeu Temer no Supremo Tribunal Federal. Guedes quis entrar mas foi impedido.

Na semana passada, Temer foi visitado pelo advogado e amigo pessoal, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira e pelo ex-ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS). Ambos confirmaram que o ex-presidente apresenta sinais de abatimento.

A prisão no Rio de Janeiro deve se estender até pelo menos quarta-feira, dia em que a 1ª Turma do TRF2 (Tribunal Federal da 2.ª Região) julgará os habeas corpus ajuizados por Temer, Moreira Franco e por outros detidos, entre eles João Baptista Lima Filho e sua mulher, Maria Rita Fratezi.

Ontem a desembargadora Simone Schreiber, plantonista do TRF2, acatou habeas corpus impetrado pela defesa de Rodrigo Castro Alves Neves, um dos alvos da operação Descontaminação.