O jovem de 21 anos que nunca se vacinou contra a febre amarela segue internado no Hospital Regional do Litoral e passa bem. Ele pegou uma forma leve da doença.  Este caso e a morte de macacos nos parques ecológicos do Litoral colocaram a Secretaria de Estado da Saúde em estado de alerta no combate à febre amarela.

A Secretaria reforçou os estoques de vacinas contra a febre amarela nas 22 Regionais de Saúde do Paraná. O diretor-geral Nestor Werner Junior,  garante que todas as unidades estão abastecidas e a secretaria dispõe de um estoque estratégico de 300 mil doses para qualquer eventualidade.Mas é importante observar que a vacina é recomendada para pessoas entre 9 meses a 59 anos de idade.

Desde julho do ano passado todo o Paraná é área com recomendação de vacinação.
O foco urgente, no entanto, é intensificar a imunização nos sete municípios da 1ª Regional (Litoral) e nos 29 da 2ª Regional (Região Metropolitana de Curitiba), por estarem mais próximos ao Estado de São Paulo, onde a confirmação de circulação do vírus da febre amarela é mais antiga.

No Paraná foi confirmado apenas um caso da doença, mas nenhuma morte até agora. A Secretaria também confirmou a notificação de outros 29 casos, que estão sob investigação.

“O grande número de notificações não deve assustar a população, porque revela que o trabalho de vigilância está sendo feito”, afirmou o diretor do Centro Epidemiológico do Paraná, João Luís Crivellaro.

A Secretaria também criou o Centro de Operações em Emergências em Saúde (Coes) para monitorar a febre amarela e traçar as estratégias de enfrentamento da doença.

A população de maior risco à exposição ao vírus é a que reside em áreas rurais, de matas, ou que costume frequentar áreas silvestres, tanto por trabalho quanto esporadicamente por turismo.

Só devem tomar vacina quem nunca foi vacinado, já que a imunização é feita com apenas uma dose em qualquer época da vida.