A imprensa esportiva brasileira veste preto para reverenciar a morte de um dos mais palmeirenses de todos os cronistas da velha imprensa. Roberto Avallone, aos 72, vítima de ataque cardíaco morreu hoje, em São Paulo.

Avallone, dono de prêmios incontestáveis na área, com o Esso, era reverenciado em qualquer mídia; rádio, jornal, televisão e até na “tal da internet”, como ele se referia. Ficou famoso com os seus bordões inconfundíveis: “parem as máquinas”, quando queria enfatizar uma informação. E arrematava suas notícias com “exclamação”, “interrogação”, dita em todas as sílabas. E ainda tinha outro que era inconfundível, quando queria rapidez na exposição; “no pique”. Era considerado uma enciclopédia no mundo do futebol. Tinha uma fantástica memória para dissertar as mais antigas escalações de times que ficaram na história.

Nunca escondeu o seu amor pelo verdão de Parque Antárctica, mas era muito admirado por todas as torcidas. Vai deixar uma grande lacuna em programas como o Cartão Verde, da Rede Cultura. Mais recentemente vinha fazendo suas aparições, no horário matinal da SporTV.  E hoje o seu sinal gráfico não é exclamação, interrogação ou outro qualquer, mas simplesmente um ponto final!