Andreza Matais, colunista de O Estadão, divulga hoje mais um dado do caso Flávio Bolsonaro e o seu amigo oculto e desaparecido Fabrício Queiroz, o ex-motorista e segurança. Ela destaca que agora, o caso envolvendo o ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL) diz que o caminho natural do Conselho de Controle de Atividades Financeiras – Coaf é ampliar as buscas envolvendo o nome de Fabrício Queiroz, o que pode revelar para quem mais ele repassou dinheiro.

Bancos que não haviam comunicado movimentações atípicas do ex-assessor também podem ter remetido ao Coaf relatórios após a revelação de que Queiroz assessorava o filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Agora a equipe do futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, anuncia que pretende reforçar a estrutura do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), principal órgão fiscalizador dessa área no Brasil, e tornar mais ágil o repasse de dados às instituições de investigação.

Criado há 20 anos e vinculado atualmente ao Ministério da Fazenda, o Coaf ficará sob a responsabilidade do ex-juiz da Operação Lava Jato no Paraná.

Já opositores do futuro presidente Jair Bolsonaro, afirmam que Queiroz está empurrando com a barriga o seu depoimento, para ser ouvido somente no ano que vem, quando o novo governo já tiver assumido. É óbvio que essa informação é uma especulação de quem pretende garantir que possíveis revelações do ex-motorista e ex-segurança seriam amordaçadas no noticiário depois que Bolsonaro estiver no poder.