O presidente eleito Jair Bolsonaro está reunido com parlamentares em seu apartamento funcional em Brasília. Na reunião ele tenta garantir a aprovação no atual mandato, de algumas propostas que tramitam no Congresso parte da Reforma da Previdência.

Ele quer principalmente a aprovação de medidas que não alterem a Constituição. Para Bolsonaro esse pode ser um avanço também para buscar soluções para as contas públicas. “O que queremos é votar alguma coisa o quanto antes”, ressaltou.

Porém a aprovação de emendas à Constituição (PEC) depende do apoio de dois terços dos 513 deputados e 81 senadores, em dois turnos de votação em cada Casa, antecedida por um processo de negociação. A demora é certa pela tradição do Congresso.

Assim pode ficar para uma segunda etapa eventuais mudanças sobre a fixação da idade mínima. O presidente eleito afirmou em várias ocasiões ser favorável à definição de idade mínima para aposentadoria para o setor público, consideradas as exceções. Ontem, no contato com os presidentes Michel Temer e Dias Toffoli, Bolsonaro já havia tratado desses temas.

Ontem também, como já noticiamos, Bolsonaro confirmou o nome da deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) como a primeira mulher ministra do seu governo. O nome dela é oficial para o Ministério da Agricultura. Foi uma indicação da bancada ruralista no Congresso Nacional reúne aproximadamente 260 parlamentares.

Engenheira agrônoma e empresária, Tereza Cristina é presidente da Frente Parlamentar de Agropecuária (FPA) e tem uma longa trajetória no setor. Ela foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul durante o governo de André Puccinelli (MDB). (Foto: Rogério Melo/PR)