O que já foi um investimento seguro e procurado por todas as classes brasileiras, hoje não passa de um carro velho e desatualizado. Para usar um termo dos tempos de Collor de Mello, que confiscou a poupança dos brasileiros, dado o mais duro golpe na economia nacional, a poupança hoje “é uma carroça”.

Segundo analistas do informativo “Infomoney”, “se em 1861 a poupança era o que tinha de mais atual para o pequeno investidor, está mais do que comprovado que hoje há inúmeras outras alternativas de investimentos muito melhores.

A poupança foi criada num tempo em que não havia outro investimento. Na época não existia título público disponível para pequenos investidores, nem fundos de investimento ou qualquer título de renda fixa, compara o educador financeiro André Massaro.

Não houve muita evolução no rendimento, desde a sua criação, em torno de 6%. Desde 1991 foi corrigida pela TR – Taxa Referencial, procurando corrigir as perdas da inflação. E a TR é considerada uma das piores referências para a inflação atual e não há praticamente relação entre os índices de preços e a taxa em vigor.

“Isso faz com que a rentabilidade fosse defasada. Desde 91, a Selic rendeu 7,5 vezes mais do que a poupança. Quer dizer: quem aplicou em título que paga 100% do CDI, como um CDB, ganhou sete vezes mais do que um investidor na poupança.