O presidente Jair Bolsonaro assinou hoje, durante cerimônia no Palácio do Planalto, o decreto que regulamenta o registro, a posse e a comercialização de armas de fogo no país, uma das principais promessas de campanha do presidente da República.

“Como o povo soberanamente decidiu, para lhes resguardar o direito à legítima defesa, vou agora, como presidente, usar esta arma”, afirmou Bolsonaro, mostrando a caneta como se fosse sua arma.

Bolsonaro cumpre uma promessa de campanha, mas atende o que pensam seus eleitores, apenas, e não “soberanamente”, como disse em seu discurso.

Uma recente Pesquisa Datafolha divulgada apontou que, em dezembro, 61% dos brasileiros são favoráveis a que a posse de arma seja proibida no país.

Em outubro do ano passado, essa parcela abarcava 55% dos entrevistados pelo instituto de pesquisa. No mesmo intervalo, os defensores da posse de arma caíram de 41% para 37%. Do total de entrevistados, 2% não souberam responder.

A assinatura do decreto aconteceu em cerimônia com a presença de ministros, parlamentares integrantes da chamada “bancada da bala” e outras autoridades do primeiro e segundo escalões. Mais cedo, Bolsonaro promoveu reunião ministerial, como tem feito às terças-feiras.