Obra vai triplicar capacidade de exportação do Porto de Paranaguá.  -  Foto: Ivan Bueno/APPA

Nos próximos três meses o Porto de Paranaguá vai triplicar a sua capacidade de movimentação de grãos. Salta dos atuais 2 milhões de toneladas para 6,5 milhões. É o que prevê a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina – APPA, com as obras que estão sendo executadas no terminal.

O investimento de recursos próprios, na ordem de R$ 177,5 milhões, vão propiciar a modernização dos chamados berços 201 e 202. A sondagem e verificação do solo já foram concluídas. Agora se executam a ampliação e reforço do cais e das estacas dos pórticos.

Serão instalados ainda dois carregadores de navios de 2 mil toneladas/hora – hoje operando com 1000 toneladas/hora e 1.500 toneladas/hora -, uma passarela de pedestres, troca de defensas, espaçadores metálicos, a instalação de novo dolfim (coluna) de amarração de navios e das correias transportadoras de grãos e açúcar que estão sendo fabricados.

O berço 201 terá a atracação de navios de grande porte no local pelo prolongamento em 100 metros no extremo Oeste do Porto. A previsão é de que a obra seja entregue até 13 de março de 2020.

O presidente da APPA, Lourenço Fregonese, garante que o contrato segue o prazo fixado, sem atrasos. “Temos uma equipe de fiscalização permanente acompanhando a obra, para garantir o cumprimento dos prazos e a qualidade dos serviços contratados. Além disso, os engenheiros da APPA verificam na fábrica os equipamentos que serão instalados neste projeto do Porto de Paranaguá”, afirmou. A Diretoria e Meio Ambiente fiscaliza as exigências ambientais do licenciamento da obra.

Para o diretor de Operação do Porto de Paranaguá, Luiz Teixeira da Silva Junior,  “é uma grande conquista para o Porto. São 28 anos de espera por esta obra que, desde 1990, já se foram três versões do projeto elaborado”.

O porto vai ganhar em agilidade nas suas operações atendendo a atracação de navios maiores e mais pesados, de até 80 mil toneladas de porte bruto (TPB).

 O setor Leste será desafogado. Sobrecarregado ele não pode ser ampliado, principalmente na demanda de graneis sólidos vegetais, próximo do limite logístico e operacional. Com a ampliação do cais Oeste, abrem-se novas alternativas de escoamento para o agronegócio do Paraná. (Foto: Ivan Bueno – AEN)