A Operação Furna da Onça, prendeu hoje 22 pessoas, entre elas dez deputados estaduais do Rio de Janeiro. Os parlamentares estavam envolvidos no esquema de compra de apoio político. A maioria pertence ao grupo da base do MDB do ex-governador Sérgio Cabral, que comanda o estado há mais de 10 anos.

O nome da operação batizada de ‘Furna da Onça’ é referência a uma sala de reuniões ao lado do plenário da Assembleia, onde eram realizadas as reuniões dos parlamentares antes das votações. É um desdobramento da ‘Cadeia Velha’.

Conforme a Polícia Federal são 22 mandados. A denúncia diz que deputados recebiam “mensalinho” e cargos no governo em troca de apoio parlamentar. As buscas agora pela manhã foram realizadas na Assembleia e no Palácio Guanabara, entre outros locais. Os cabeças do alvo são Affonso Monnerat, secretário do Governo do Rio de Janeiro e o presidente do Detran, Leonardo Jacob.

São 22 mandados de prisão, 47 de busca e apreensão e envolve diretamente os deputados: André Correa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abraão (Avant), Marcos Vinícius Nescau (PTB), Paulo Melo (MDB), Edson Albertazzi (MDB), Jorge Pisciani (MDB).

Nas eleições deste ano, cinco desses deputados conseguiram a reeleição como André Correia, Marcos Abraão, Nescau, Chiquinho da Mangueira e Luiz Martins.

Todos são suspeitos de usarem a Assembleia, como esquema do interesse das organizações criminosas chefiadas por Sérgio Cabral. Em troca recebiam propinas que variavam entre R$ 20 mil e R$ 100 mil para favorecer o governo Cabral. Paulo Melo e Albertazzi já são reincidentes, pois foram presos em setembro na Operação Cadeia Velha.