Do jornalista Aurélio Munhoz
As pesquisas eleitorais exerceram papel altamente danoso e decisivo no resultado das eleições, sobretudo na sucessão presidencial. Baseados nelas, muitos apoiadores de Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Marina Silva, João Amoedo, Marina Silva e Guilherme Boulos recorreram ao voto útil para alavancar ou destruir Jair Bolsonaro e Fernando Haddad – e, ao fazê-lo, definiram os rumos da eleição. Obviamente, não se pode culpar os institutos de pesquisa pelo pragmatismo do eleitorado, mas o resultado das urnas (que deixou fora do segundo turno candidatos muito mais bem preparados que Jair Bolsonaro, por exemplo, apenas porque muita gente acreditou que somente ele poderia vencer Haddad) deixa bem claro que estas empresas precisam ser duramente questionadas e ter sua atuação restrita. No formato do sistema eleitoral brasileiro, que tolera os graves erros dos institutos de pesquisas, elas prestam um enorme desserviço à democracia porque influenciam o eleitorado e servem como peças de propaganda. Nossa frágil democracia agradece.