Segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo, um terço do novo Congresso, eleito nas eleições de outubro passado, é acusado de crimes como corrupção, lavagem, assédio sexual e estelionato ou é réu em ações por improbidade administrativa com dano ao erário ou enriquecimento ilícito.
São 160 deputados e 38 senadores. Todos tem casos em andamento nos Tribunais de Justiça dos Estados, na Justiça Federal, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal.

Os principais nomes são dos atuais senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Aécio Neves (PSDB-MG). Gleisi, presidente do PT, é alvo na Lava Jato e Aécio, ex-presidente do PSDB, é réu por corrupção na delação da J&F. Ambos foram eleitos deputados federais. Aécio quer provar na Justiça “que foi alvo de uma ação premeditada por criminosos confessos de mais de 200 crimes”. Já a senadora Gleisi não se manifesta.

Há também integrantes do PSL, partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e de outras 21 legendas. Só 6 partidos não elegeram investigados ou acusados na Justiça. No total são 540 acusações (379 contra deputados e 161 contra senadores). Destes 334 são por improbidade – 263 de deputados e 71 senadores. Entre os crimes, as acusações mais comuns são as de lavagem de dinheiro (34), corrupção (29) e crimes eleitorais (16).

O PT tem o maior numero de envolvidos: 30 de seus 62 eleitos são investigados ou réus. A ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins é uma das recordistas. Ela é alvo de processos por improbidade na Justiça do Ceará e no STJ. Sua defesa alega inocência. Proporcionalmente, o MDB é quem tem mais parlamentares envoltos com a Justiça. São 16 deputados e oito senadores ou 52% da bancada no Congresso contra 48% do PT.
O PSL de Bolsonaro soma sete deputados ou 12,5% dos 56 congressistas eleitos na mira da Justiça. O levantamento do O Estado não levou em consideração ações de danos morais e execuções fiscais, o que aumentaria os processados para 40% do Congresso.