Está sendo enterrado hoje, neste momento, em Santo Cristo, no Rio Grande do Sul, onde nasceu, o padre Roque Zimmermann, que foi deputado federal, eleito basicamente por Ponta Grossa e secretário de Estado do Trabalho, no governo de Roberto Requião.  Ele morreu no último fim de semana depois de um longo internamento na UTI do Hospital Geral da Unimed, em Ponta Grossa.

Petista de carteirinha, padre Roque desanimou-se com a política depois que rompeu os laços com a executiva estadual do partido. Professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa chegou a retornar às salas de aula.

Muito ligado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, sofreu uma grande decepção política quando candidatou-se, ainda secretário de Estado para deputado federal. Estimava que faria na época em torno de 100 mil votos e teve uma votação pífia. O auge de sua carreira política foi no mandato de deputado federal, chegando a disputar o governo do Paraná, quando foi o quarto colocado. Desta sua não eleição surgiu o convite do governador Roberto Requião para que assumisse a secretaria do Trabalho.

Foi ali que ele desenvolveu uma aproximação ainda maior com o Movimento dos Sem Terra, viajando constantemente para os acampamentos espalhados pelo Paraná.

Trabalhei como jornalista na Coordenação de Comunicação da Secretaria do Trabalho, por indicação de amigos, entre 2004 e 2006. De lá para cá não tivemos mais contato e agora tomo conhecimento de sua morte. Gaúcho, de Santo Cristo, Padre Roque morreu aos 79 anos de idade.