Mais uma “vítima” do guru do governo Bolsonaro, o escritor Olavo de Carvalho. Foi demitido na Educação, Luiz Antonio Tozi, indisfarçavelmente por imposição de Olavo. E isso agrava ainda mais a crise interna no ministério. No Twitter, que virou diário oficial do governo, uma série de postagens do escritor e responsável pela indicação do ministro Ricardo Vélez Rodríguez. Foram críticas, entre elas ao próprio Tozi, o que serviu de retaliação “ao expurgo” promovido contra ex-alunos de Olavo, dentro do Ministério da Educação.

A demissão de Tozi foi parte de um “acordo” entre Bolsonaro e Olavo, segundo o qual o “guru” pararia de publicar mensagens contra o ministério em troca da exoneração. Segundo essas fontes, os dois teriam conversado por telefone para o acerto.

Há três grupos em conflito dentro do MEC: os chamados “olavistas”, ligados a Olavo, os militares ou que foram indicados por eles, e os de perfil mais técnico, em geral oriundos do Centro Paula Souza (autarquia do Estado de São Paulo que administra as faculdades e escolas técnicas). Há ainda um grupo formado por ex-alunos do ministro, de perfil conservador.

Olavo publicou uma série de recados ao governo, a Vélez e a apoiadores do presidente Bolsonaro. Segunda-feira, elogiou a demissão do coronel Ricardo Roquetti diretor de programa da Secretaria Executiva e considerado seu desafeto.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) desmentiu que Olavo cause uma crise no governo. “Ele está no papel dele de crítico. Ele pode muito bem falar. A outra opção que ele tem seria ficar quieto e olhar coisas que ele não concorda acontecendo. Certamente, ele, como brasileiro, não vai fazer isso”, opinou.