Parece um alento, mas ontem, durante coletiva a imprensa, o Crânio de Luzia, considerado o fóssil mais antigo das Américas, foi apresentado no Rio de Janeiro como um “sobrevivente” do trágico incêndio que atingiu o Museu Nacional, na capital carioca. O resgate representa a mulher mais antiga do Brasil e das Américas, que resistiu mais de 12 mil anos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (19/10) pela arqueóloga Claudia Rodrigues Carvalho, funcionária do museu e supervisora os trabalhos de buscas no antigo palácio imperial, localizado no parque municipal Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro.
Em entrevista, Claudia disse que “nós retiramos 100% do material, mas sempre existe alguma transformação. Hoje conseguimos dizer 80% desse material foi possível identificar de imediato”. Parte do resgate ainda passa por limpeza e estabilização. O forte calor do incêndio destruiu a cola que o mantinha as partes do crânio unidas, despedaçando-o e danificando sua originalidade. “Sempre tem algum tipo de perda, mas acredito que chegaremos a recuperar quase 100%”, destaca.