A entrevista coletiva do ex-juiz Sérgio Moro, que vai assumir  o Superministério da Justiça e Segurança Pública no futuro governo federal foi praticamente a repetição de suas últimas entrevistas.. Ele troca a magistratura, da qual está em férias, pelo posto de Ministro e se transfere de Curitiba para Brasília.

“Vamos repetir no Ministério as forças-tarefas que usamos na Operação Lava Jato”. Foi esta a principal frase do ex-juiz federal Sérgio Moro, na entrevista coletiva nesta tarde em Curitiba.

Ele confirmou que em outubro passado, antes do segundo turno das eleições presidenciais fora procurado pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. Na ocasião foi sondado para participar do governo e que só voltou a conversar em novembro, quando esteve com o presidente eleito.

Antes da entrevista ele fez um relato sobre a Lava Jato e encerrou afirmando que aceitou o convite para o Ministério para poder implantar no Governo Federal uma “forte agenda anticorrupção” e “contra o crime organizado”.

Principais falas de Moro

“Aceitei o convite de Bolsonaro para poder implantar no governo federal uma forte agenda anticorrupção e contra o crime organizado.

“Os crimes de ódio são intoleráveis e não há chance de usar o ministério para perseguições políticas”

“Quero convocar algumas pessoas que trabalham ou trabalharam na Operação Lava Jato para comporem minha equipe. E substituir por cargos concursados os atuais cargos em comissão”.

“O presidente tem uma plataforma que prega a flexibilização da posse de armas. Isso é compromisso eleitoral e seria inconsistente agir de forma contrária”.

“Não me vejo como um político verdadeiro. No meu ver o cargo que assumo é predominantemente técnico”. (Foto Marcelo Camargo – ABr)