Uma vídeo conferência que durou mais de dez minutos não agradou os médicos que atendem o presidente Jair Bolsonaro, internado no Hospital Albert Einstein. O presidente ainda se recupera da cirurgia para retirada da bolsa de colostomia. E ele acabou tomando uma “bronca” de médicos. Foi uma conversa mais alongada com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno.

A chamada durou em torno de dez minutos e foi entre o gabinete provisório que foi montado ao lado do quarto onde o presidente está internado e o Gabinete de Segurança Institucional. A orientação da equipe técnica é que ele não fale para evitar a formação de gases que comprometam sua recuperação.

“Eu pedi para não falar nada porque se não vai engolir ar e pode piorar o quadro abdominal, é isso que a gente acha”, disse o cirurgião Antonio Luiz Macedo. Por recomendação dos médicos Bolsonaro não deve ligar a televisão para evitar reações emocionais. Mas, ao contrário, Bolsonaro acompanhou as sessões da Câmara e do Senado no dia anterior. Foi impedido também de ver o jogo entre Palmeiras e Corinthians. “Eu pedi para moderar tudo, tomar cuidado porque ainda faltam alguns dias de pós-operatório, não está resolvido ainda o pós-operatório”, afirmou Macedo.

O porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, já havia admitido que é difícil para o presidente seguir a recomendação de não falar. “Ele é presidente da República, mas a gente tem que fazer um ‘esforçosinho’ para ajudá-lo também”, disse o médico, sobre a insistência de Bolsonaro em falar e despachar.

“É só tomar cuidado, não falar muito, não fazer esforço e não ser submetido a nenhum estresse psicológico.” a recuperação será mais rápida e sem problemas, advertiu o médico. (Com informações de O Estadão)