Marina Silva, que ficou na oitava colocação entre os treze candidatos a presidência, no primeiro turno, vai votar em Fernando Haddad, do PT, declarando seu apoio crítico ao candidato em manifestação feita nesta segunda-feira.
“É apenas 1% da votação do primeiro turno, eu sei, mas meu apoio é um dever ético e político”, destacou ela, numa nota oficial.
“Diante do pior risco iminente, de ações que, como diz Hannah Arendt, ‘destroem sempre que surgem’, ‘banalizando o mal’, propugnadas pela campanha do candidato Bolsonaro, darei um voto crítico e farei oposição democrática a uma pessoa que, ‘pelo menos’ e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índicos, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres, o fim da base legal das estruturas da proteção ambiental, que é o o professor Fernando Haddad”, destacou Marina.
A candidata derrotada também fez críticas a Bolsonaro pelo uso do nome de Deus. “A invocação tem objetivo de fazer o sistema político retornar aos fundamentos éticos orientados pela fé cristão que são tão presentes em toda a cultura ocidental”. (Foto Ricardo Moraes/Reuters)