O privilégio de ter “notáveis” escrevendo ou falando asneiras publicamente não foi jamais uma exclusividade do momento, com a ministra Damares, muito menos da chamada “presidanta” Dilma, ou ainda outros tantos que soltavam pelos cotovelos o que não queremos ouvir, mas ouvimos.

O imortal da Academia Brasileira de Letras, o ex-presidente José Sarney, foi definido numa ocasião pelo notável Millôr Fernandes, num dos seus picantes comentários:

“Todos me enganando. Só fui desconfiar, apavorado com o complô, na primeira vez em que ouvi Sir Ney usar o apelativo rastaquera, “Brasileiras e brasileiros”, fazendo média contraproducente (por ridícula) com o feminismo. E percebi, também, que ele era incapaz de construir uma frase, quanto mais um período, e nem falar de um discurso lógico.

Por isso fui reler o Brejal dos Guajás com mais atenção. Fiquei estarrecido. Não se pode confiar o destino de um povo, sobretudo neste momento especialmente difícil, a um homem que escreve isso.

Não tendo no cérebro os dois bits mínimos para orientá-lo na concordância entre sujeito e verbo, entre frase e frase, entre ideia e ideia, como exigir dele um programa de governo coerente pelo menos por 24 horas?”

Mas tivemos outros, como Figueiredo, que gostava mais de cavalos do que do povo, entre outros.

Homem público, quando vai ao povo, tem que ser formal, sóbrio, soberano. Deixar suas “gracinhas” para os momentos de intimidade, com os seus. O público não merece ouvir “simpatias” e camuflagens.

O pior de todos é o que fala gracinhas, diz o que o povo quer ouvir e sorrateiramente, na intimidade da sua caneta, resolve decretar, escrever, determinar ações que são ruins para o povo, para a maioria.

Melhor que repensem o que falam, que repeitem quem os ouvem e que não se deixem manchar por definições, como tão espontaneamente… ou não, faz a ministra Damares, como fazia Dilma e outros tantos que passaram pelo poder. Responsabilidade acima de tudo! E que Deus esteja acima dos que usam o seu nome em vão! (Osni Gomes – editor)