Derrotado no Espírito Santo, na tentativa de continuar sendo senador e constituindo-se em mais um dos que foram preteridos pelo eleitorado da velha formação parlamentar, o pastor e senador Magno Malta, aliado do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), garante que tem vaga no novo ministério federal.

Ele disse ao jornal O Globo, do Rio, que vai comandar o Ministério da Família, fundindo hoje os antigos Ministérios do Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Secretaria Geral da Presidência. Será mais um superministro.

“Vou ser ministro sim. Onde eu estiver, estarei perto dele. Ele vai anunciar”, disse Malta ao Globo.

Até agora foram anunciados oficialmente o economista Paulo Guedes no superministério da Economia – que agrupa as pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria –, o general Augusto o Heleno no Ministério da Defesa, o juiz da Lava Jato, Sergio Moro, como superministro da Justiça e o astronauta Marcos Pontes comandará a Ciência e Tecnologia, além de Onyx Lorenzoni, para a Casa Civil.

Magno Malta é aliado de Bolsonaro e chegou a ser cotado para ser vice-presidente. O general Hamilton Mourão, que acabou como vice, já criticou o senador e disse que ele é um “caso” a ser resolvido por Bolsonaro.

“Ele deve estar à procura (de um ministério)”, disse Mourão segundo o jornal. “É aquela história: ele desistiu de ser vice do Bolsonaro para dizer que ia ganhar a eleição para senador lá no Espírito Santo. Agora ele é um elefante que está colocado no meio da sala e tem que arrumar, né? É um camelo, é preciso arrumar um deserto para esse camelo”