O ex-presidente Lula cumpre pena desde abril deste ano na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. O Supremo Tribunal Federal – STF, em 2016, autorizou a prisão a partir da condenação em segunda instância.

Mas Lula também é réu ainda em outra ação. Ele é investigado por suspeita de ter recebido propina da Odebrecht na compra de um terreno para o Instituto Lula. Neste caso, a fase de interrogatórios já foi concluída. O MPF (Ministério Público Federal) e a defesa fizeram em outubro as alegações finais e o processo aguarda sentença, que não tem limite de prazo para ser publicada.

Na ação do sítio, Lula seria ouvido novamente no dia 14, na quarta-feira da próxima semana. Agora, a juíza Gabriela Hardt, substituta da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, vai conduzir os interrogatórios até que um novo juiz titular seja escolhido por meio de concurso. O juiz Sérgio Moro já está afastado do caso, desde que aceitou ser Ministro da Justiça, no próximo mandato de Jair Bolsonaro, como presidente do Brasil.

Lula é acusado de benefícios com as reformas implementadas no Sítio, custeadas pelas empreiteiras Odebrecht e OAS. O Ministério Público garante que o sítio pertenceria ao ex-presidente. A defesa de Lula diz que não há provas de que ele praticou quaisquer dos crimes apontados e que o preso apenas frequentava o sítio, mas não era seu dono.

Antes de confirmar a ida para o Ministério, Sérgio Moro rejeitou um pedido do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, que teria ajudado a bancar obras no sítio, para ser interrogado por videoconferência. Além disso, o juiz autorizou viagem ao exterior de Roberto Teixeira, também réu na ação.