O candidato terceiro colocado nas eleições presidenciais, Ciro Gomes tem dado algumas entrevistas nos últimos dias, falando da eleição e do futuro governo Bolsonaro.
Mas ao contrário do que todos falam, tem sido moderado. Só não poupa críticas ao ex-presidente e presidiário Lula da Silva, a quem atribui uma grande traição, depois de ter sido convidado por ele para compor uma chapa, como vice-presidente.
“Lula enganou a todos até a última hora e depois lançou Haddad como seu candidato. Haddad que tinha sido recém derrotado numa eleição em São Paulo e onde perdeu feio para Bolsonaro. Foi Lula também que impôs Dilma e Temer. Por tudo isso ele colaborou para a eleição do atual presidente, que baseou a sua eleição no anti-petismo e se saiu bem.
Eu fui traído nove vezes por Lula e ele foi o grande responsável por entregar o Brasil a Bolsonaro”.
Hoje, diz Ciro, “Bolsonaro é o piloto de um avião onde estamos todos nós!” Ele defende também que é preciso dar tempo ao novo presidente para assumir e mostrar a que veio. Calcula que o espaço de 100 dias é fundamental para se saber quais são seus verdadeiros propósitos.
Condenou aqueles que somam os votos brancos, nulos e do PT para questionar a eleição de Bolsonaro. E antes mesmo da aceitação de Sérgio Moro, como novo ministro, disse que “ele tem que aceitar logo”, frisando: “ele é um político e tem que assumir a sua vocação. Vamos ver como ele se sai sem o arbítrio do judiciário ao seu favor”.
Disse que Bolsonaro terá dificuldades em negociar com o Congresso. Mesmo com as mudanças já definidas. “Será uma mesclagem de fragmentos de inexperiência contra grupos reacionários”.
Citou, por fim, três assuntos para o Brasil olhar para a frente: É preciso primeiramente proteger a institucionalidade democrática; em segundo lugar, proteger o interesse nacional, especialmente quando se fala em privatizar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e a Petrobras e por último proteger os pobres, impedindo o desmonte das conquistas do bem estar social.