O Ministério do Trabalho já foi extinto. Agora é a vez da Justiça do Trabalho. Pelo menos este é o pensamento do presidente eleito Jair Bolsonaro. Ainda na entrevista ao SBT, o presidente recém empossado declarou: “Até um ano e meio atrás, no Brasil, eram em torno de 4 milhões de ações trabalhistas por ano, ninguém aguenta isso”.

O presidente admite que há um “excesso de proteção” ao trabalhador brasileiro. E ele deve avançar nas conquistas já torpedeadas pela Reforma Trabalhista e pode partir para cima das entidades sindicais, principalmente agora que a liberação está nas mãos do ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Inicialmente a tendência é acabar com a Justiça do Trabalho. Para justificar a sua vontade, o presidente Bolsonaro usou exemplos de outros países. Para defender os direitos trabalhistas do cidadão os processos devem correr na Justiça comum.  E quem perder, que pague pela falsidade de sua denúncia. Tem que ter a sucumbência, quem entrou na Justiça, perdeu, tem que pagar.

E deixou no ar um questionamento: “Qual país do mundo que tem? Tem que ser Justiça comum.