“Enquanto não baixarem os juros ao consumidor, melhorar os níveis de emprego e renda do trabalhador, aumentar a produtividade na indústria e turbinar o investimento público, estaremos fadados a desempenhos medíocres, inclusive em 2019”, profetizou o professor da PUC-SP, Antônio Corrêa Filho, vice-presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), que em entrevista a UOL economia, analisou a expansão de nossa economia de 1,1% no ano passado.

Para ele havia evidências de que poderia crescer mais que em 2017, mas “não existem vetores para o PIB crescer mais”, garantiu.

Só com pequenos ajustes aqui e ali e nem mesmo a aprovação da reforma da Previdência, serão suficientes para fazer o Brasil crescer mais, porque isso depende de “políticas macroeconômicas e setoriais que impulsionem a economia”.

Já para Marcelo Kfoury Muinhos, coordenador do Centro de Estudos Macroeconômicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Brasil precisa recuperar a sua capacidade de investimentos. Hoje os níveis históricos são baixos. O peso dos investimentos no nosso PIB está próximo a 16%, muito aquém de países como a China (40%) e de alguns países latino-americanos, em torno de 25%.