Está arquivado, a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o inquérito que envolvia diretamente o senador Aécio Neves e que investigava suposta “maquiagem” de informações prestadas pelo Banco Rural à CPMI dos Correios. O inquérito foi instaurado com base na delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral (PTC-MS).

O inquérito visava apurar se Aécio e outros políticos teriam praticado crime durante os trabalhos da CPMI dos Correios e se teria havido conivência do então presidente da Comissão, o então senador Delcídio Amaral, para beneficiar Aécio Neves e Clésio de Andrade, governador e vice de Minas, respectivamente, naquela época.

Delcídio informou que o Banco Rural “operaria relações financeiras ilícitas entre Marcos Valério e a Assembleia Legislativa de Minas Gerais”. Aécio e Clésio, temiam que as informações fossem repassadas para a CPMI dos Correios.

Durante a CPMI dos Correios, Delcício, segundo ele declarou, “foi procurado por Eduardo Paes, então secretário-geral do PSDB, que, na condição de emissário de Aécio Neves, solicitou-lhe a prorrogação do prazo concedido ao Banco Rural para que este modificasse as informações bancárias encaminhadas à CPMI de modo a impedir a vinculação de empréstimos fraudulentos realizados pelas empresas de Marcos Valério”.

O arquivamento do processo foi do ministro Gilmar Mendes. (Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles)