O Brasil tem hoje mais de 2 milhões de funcionários públicos. Pelo menos a metade recebe salários e privilégios que superam a realidade dos trabalhadores comuns. Servidores, principalmente do Judiciário, que recebem até doze vezes mais que trabalhadores privados, na mesma função.

Só este ano o brasileiro já pagou mais de R$ 2 trilhões em impostos aferiu o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo. Mais de 93% de todo este dinheiro são gastos pela União. Neles estão despesas obrigatórias, como o pagamento dos altos salários de servidores, ativos e inativos.

No final das contas sobra menos de 7% de tudo que o governo arrecada para devolver ao cidadão sob a forma de investimentos em saneamento básico, saúde, educação, segurança, infraestrutura, etc.
Mesmo assim, com todo esse dinheiro que sai por ano do bolso do cidadão, há um déficit de mais de R$ 100 bilhões.

Os gastos com altos salários, regalias e privilégios, como o auxílio-moradia, são previstos em Lei aprovadas pelos próprios beneficiários, em conluio com seus ‘protegidos’ no Congresso.

De nada adianta reclamar que é uma vergonha. Nem comprovar que alguém receba ao final do mês mais de R$ 50 mil. Pois eles ainda tem passagens, hospedagens, alimentação, gasolina, carros, motoristas, escolas para os filhos de até 24 anos, auxílio livro, auxílio-moradia, diárias extras pagas em dólar em viagens ao exterior e outros ‘benefícios complementares’ que saem do suor do trabalhador.
Contra os argumentos comuns há o que diz na Lei que eles mesmo fizeram com o endosso do voto do povo. E ainda com direito a debochar de que quem não fez concurso público.

Na verdade, toda essa imoralidade tem a seu favor o discurso de que tudo não passa de problema da corrupção.

Há poucos dias, em Curitiba, a Petrobras ressarciu cerca de R$ 1 bilhão que a Operação Lava Jato recuperou das contas bancárias e do patrimônio criminoso de corruptos.
Só o de auxílio-moradia, juízes e procuradores da República vai a R$ 5 bilhões. Mesmo com a fiscalização da Lava Jato. São “prêmios” na base de R$ 30 mil.

A União vai arrecadar este ano cerca de de R$ 2,4 trilhões. E agora vai a apreciação no Senado, já definido na Câmara dos Deputados, um reajuste para o Judiciário de 16%, que catapultará vencimentos de R$ 33 mil para quase R$ 40 mil.

E ninguém combate. Porque há o efeito cascata, beneficiando os outros escalões. O ministro Luiz Fux, pediu vistas no caso. A sua filha, desembargadora Marianna Fux, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, recebeu R$ 4,3 mil de auxílio-moradia, mesmo tendo dois imóveis no Leblon, bairro nobre da Zona Sul do Rio, segundo divulgou o site Congresso em Foco.

De fato quem paga as mordomias e altos salários dos políticos e membros da elite do serviço público é o povo. É dinheiro do simples trabalhador ao empresário. E os mais humildes são os que tem os maiores encargos.
Quem ganha até dois salários mínimos devolve mais da metade do que recebe em impostos. No supermercado e ao gastar R$ 100,00, deixe pelo menos R$ 50,00 só em impostos.

Os políticos só se sacrificam em épocas eleitorais. E para isso contam com o entusiamo de uma legião da platéia que briga, aplaude e mata e morre por eles. De Lula a Bolsonaro, a igualdade é fenomenal.

Basta comparar a situação de um político e um cidadão comum quando precisa de um atendimento de saúde, escola para seus filhos, colocar a comida na mesa de casa e tentar, em vezes raras, tem momentos de lazer. Mas o povo, nem sempre está preocupado em cobrar resultados.

Querem mais é badalar e ridicularizar seus iguais, valorizando o maldito voto, que entrega de bandeja aos políticos o direito de usurpá-lo de quatro em quatro anos. E assim caminha a felicidade geral.