O que se espera do novo presidente do Brasil? Cinco serão os auxiliares mais importantes do novo governo. Dois estarão a frente de superministérios: Paulo Guedes, na Economia, e o ex-juiz Sérgio Moro, na Justiça e Segurança Pública.

O vice-presidente, general Hamilton Mourão, promete não ser um vice-decorativo. Onyx Lorenzoni fará a articulação do governo no Congresso, como ministro da Casa Civil. Ele já chegou sendo criticado por envolvimento em casos de corrupção. Outro que terá livre acesso a Bolsonaro será o general Augusto Heleno, que assume a Defesa.

Combate a corrupção, modificações nas regras do desarmamento, uma educação mais centrada no militarismo e o combate a violência, são alguns dos discursos mais eloquentes do novo presidente. Nos primeiros cem dias ele oferece uma cartilha de ação, que passa, obrigatoriamente, pela aprovação da Reforma da Previdência.

Em muitos aspectos Bolsonaro terá pela frente o Congresso Nacional e sua articulação não foi partidária, mas por segmentos centrados na religião, prioritariamente e na segurança. A lida política não aspira sequer a indicação de um nome para presidente da Câmara Federal, onde já se descortina a eleição de um opositor, Rodrigo Maia.