O Ministério Público Federal do Paraná, pela sua força tarefa, pediu a suspeição do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento de reclamação movida por Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. O condenado foi apontado como operador de propinas em favor de tucanos. Gilmar Mendes teria trocado ligações com o ex-senador Aloysio Nunes (PSDB), cujo celular foi apreendido na última fase da Lava Jato.

O parlamentar tucano fez vários contatos telefônicos com o gabinete de Gilmar em fevereiro, às vésperas da concessão de um habeas corpus em favor de Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, empresa pública administrada pelo PSDB paulista, na época.

O ministro Gilmar anulou a fase final de um processo contra Paulo Preto. Mas duas semanas depois, a liminar foi reconsiderada pelo próprio ministro. As diligências na Justiça Federal de São Paulo estavam prejudicadas. Segundo os registros do celular, Aloysio fez contato telefônico com o gabinete de Gilmar no dia 11, dois dias antes da concessão da liminar em favor de Paulo Preto.