Rogério Galindo com esposa e filho –

O desmonte dos melhores quadros do jornalismo do Paraná continua evoluindo de maneira acelerada nos últimos anos. O conceito de jornal impresso tem poucos sobreviventes depois do fechamento de “O Estado do Paraná”, a venda da “Tribuna do Paraná” para o Grupo da “Gazeta do Povo” e o próprio fechamento do jornal diário da “Gazeta”, que se transformou numa quase esquecida revista semanal. Estes foram alguns baques sentidos pela grande imprensa estadual.

Hoje o jornalista Rogério Galindo, um dos mais atuantes e respeitados profissionais ainda sobreviventes deste processo todo, recebeu a sua demissão na “Gazeta”. É mais um de tantos que vão aos poucos sendo deixados pelo caminho.

Quando os empresários do setor comentam a respeito, alegam os altos custos, o pouco investimento e a grande dependência de verbas públicas, como os fatores fatais para seus fracassos. Na verdade é isso e uma boa parte de falta de seriedade com que tratam suas linhas editoriais, sempre atreladas e comprometidas. Os poucos jornalistas de bom comportamento profissional, esmerados e cuidadosos com seus textos e enfoques, são trocados com a facilidade de quem vai ao supermercado para reposição de mercadorias.

O jornalismo perde. Os profissionais que reconhecem a qualidade lamentam. Mas as empresas continuam a reduzir quadros e a pouco se importar com qualidade. Hoje ainda num comentário de facebook, onde se propunha escola sem partido, igreja sem partido, justiça sem partido, um seguidor comentou: que tal imprensa sem partido?

Está aí mais um tema a se discutir. A Imprensa Sem Partido só será possível o dia que houver uma lei que proíba políticos de se adonarem de jornais impressos, emissoras de rádio e televisão e das revistas que circulam pelo Brasil. Enquanto o empresário politico, seus parentes próximos e seus sócios continuarem dominando os Órgãos de Comunicação, veremos a falência da credibilidade e o desastre desses meios.