O juiz Sérgio Moro vai para o Ministério do governo Bolsonaro. No seu lugar, na Operação Lava Jato, entra a juíza substitua Gabriela Hardt, até que seja nomeado um novo titular. Foi Gabriela que decretou a prisão do ex-ministro José Dirceu, em maio último. Moro deixa 22 anos de magistratura e estava lotado na 13ª Vara Federal de Curitiba, onde atuava no julgamento dos processos da Lava Jato na primeira instância.

Gabriela Hardt não poderá ser efetivada, já que ocupa o cargo de substituta. Ela assume em situações de ausência do magistrado titular. Além dos casos próprios, a juíza ficará provisoriamente a cargo também de todos os processos sob a responsabilidade de Moro, que não devem ser redistribuídos, permanecendo na 13ª Vara Federal.

Entre os casos que ficarão por ora a cargo da juíza Gabriela, está por exemplo a ação penal em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de receber vantagens indevidas por meio da reforma de um sítio em Atibaia. O depoimento de Lula está marcado para 14 de novembro.

Com a exoneração de Moro, a vaga de titular aberta deverá ser oferecida por meio de um edital de remoção, do qual poderá participar qualquer juiz federal titular interessado que atue não só no Paraná, mas também em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Os três estados estão sob a supervisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre.

A preferência pela vaga se dá pelo critério de antiguidade. O TRF4 possui sob sua jurisdição atualmente 233 juízes federais, dos quais oito ingressaram em 1994, sendo os mais antigos e, portanto, com preferência caso se interessem em assumir a Lava Jato.

A escolha do novo titular da 13ª Vara é feita pelo Conselho de Administração do TRF4, após análise dos candidatos. Caso nenhum titular se interesse pela vaga, ela é oferecida a título de promoção para algum dos juízes federais substitutos que atuam no Sul, novamente com preferência aos mais antigos. Será o plenário do TRF4 quem escolherá o candidato. (Com informações da ABr)