Para garantir vaga nas escolas públicas e particulares do Paraná o aluno deve estar em dia com suas vacinas. Esta é uma medida obrigatória, através da lei estadual 19.534, de 4 de junho de 2018, proposta pelo deputado Tião Medeiros, aprovada na Assembléia e sancionada pela governadora Cida Borghetti.

E esta decisão paranaense pode servir de exemplo para todo o Brasil, depois de uma visita da governadora ao ministro da Saúde, Gilberto Occhi, em Brasília.

Os estudantes até 18 anos ficam obrigados a ter documento atualizado com o Calendário de Vacinação da Criança e o Calendário de Vacinação do Adolescente, disponibilizados pela Secretaria de Estado da Saúde e Ministério da Saúde.

Tanto instituições de ensino da rede pública quanto particular, que ofereçam educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, devem solicitar o documento. Somente será dispensado da vacinação obrigatória o aluno que apresentar atestado médico de contraindicação explícita da aplicação da vacina.

Esta lei garante a imunização, principalmente das crianças que necessitam ser levadas pelos pais ou responsáveis para serem vacinadas. Isso se tornou fundamental principalmente depois que houve muito relaxo dos pais em levar seus filhos para a vacinação, perfazendo médias inferiores a 83% de cobertura vacinal em todo o Brasil. O Paraná até apresentou 90% de índice, mas isso ainda não é satisfatório. O objetivo é cobrir 100% de vacinação em todo o país, evitando-se o reaparecimento de doenças, como sarampo, paralisia infantil e outras passíveis de imunização pela vacina. (Foto: Erasmo Salomão Nunes/ Ministério da Saúde)