A Câmara dos Deputados conseguiu fazer avançar o projeto Escola Sem Partido. Já houve a leitura do documento. Mas mesmo assim, ontem a discussão e votação do parecer do relator, deputado Flávio Augusto da Silva (fofo), o Flavinho (PSC-SP) sofreu pedido de vistas e volta a debate somente na semana que vem.

O projeto tramita desde julho passado. Já foram realizadas nove reuniões pela Comissão. Entretanto todas foram muito tumultuadas e não tiveram progresso.

O projeto impõe regras aos professores sobre o que pode ser ensinado em sala de aula. O texto proíbe a manifestação de posicionamentos políticos, ideológicos ou partidários.

Nesta quinta como já aconteceu em outras ocasiões, o clima foi tenso e com bate-boca entre deputados, contrários e a favor do projeto.

O relator coloca que não poderão ser discutidas questões de gênero e reforça que a educação religiosa, sexual e moral devem ficar a cargo da família, e não das instituições de ensino.

Pela proposta, os professores não podem se aproveitar da “audiência cativa” dos alunos para promover uma determinada corrente ideológica ou suas preferências morais e partidárias.

Defensores do texto afirmam que o objetivo é evitar a “doutrinação ideológica” nas escolas, que, segundo eles, geralmente é alinhada com a esquerda.

Críticos à proposta, porém, argumentam que o projeto fere a liberdade de aprender e ensinar e não estimula o pensamento crítico dos estudantes.  (Foto: Luis Macedo – Agência Câmara)