A Justiça mandou prender hoje cinco pessoas suspeitas de responsabilidade da tragédia da barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG). A barragem rompida na última sexta-feira já matou oficialmente 65 pessoas e outras 279 estão desaparecidas, segundo informações oficiais da Defesa Civil de Minas Gerais. Dois dos presos são engenheiros da empresa Tüv Süd que prestavam serviço para a mineradora Vale. Os outros presos três funcionários da Vale. Até agora nenhum diretor foi oficialmente responsabilizado pela ocorrência.

Agora os investigadores do Ministério Público e da polícia apuram se documentos técnicos, assinados pelas empresas contratadas pela Vale e que atestavam a segurança da barragem que se rompeu, foram, de alguma maneira, fraudados.

Estão presos: André Yassuda – engenheiro preso em SP; Makoto Namba – engenheiro preso em SP; Cesar Augusto Pauluni Grandchamp – funcionário da Vale preso em MG; Ricardo de Oliveira – funcionário da Vale preso em MG e Rodrigo Artur Gomes de Melo – funcionário da Vale preso em MG.

Os engenheiros presos em São Paulo foram responsabilizados de forma direta por terem assinado e atestado a segurança da barragem. Os engenheiros Makoto Namba e André Yassuda presos em São Paulo, ainda estão em São Paulo, mas serão encaminhados para Minas Gerais. Na casa de Makoto estava vários recortes de jornais sobre a tragédia de Mariana, da Samarco, além de cartões de crédito, computadores e extratos de contas bancárias no exterior, segundo dados do G1.