O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, ouviu do presidente eleito, Jair Bolsonaro que a mudança da embaixada de Israel, de Tel-Aviv para Jerusalém é uma questão de tempo. Logo em seguida, o deputado Felipe Maia (DEM-RN) reagiu à polêmica.

A notícia foi criticada pelos parlamentares de partidos ligados ao novo governo. Nas redes sociais, a repercussão foi de que a medida pode trazer efeitos econômicos negativos para o País e fazer com que o Brasil se torne alvo de terrorismo. A mudança, por outro lado, foi apoiada por defensores de Bolsonaro, como o senador Magno Malta (PR-ES).

“O Brasil está mexendo com uma bomba armada, além do que, o Brasil é signatário de um acordo na ONU que estabelece que a capital de Israel é Tel Aviv. Estamos chovendo no molhado”, escreveu o deputado em sua conta no Twitter, em resposta ao senador Ciro Nogueira (PP-PI).

“Considero grave erro da diplomacia brasileira a opção por lado na disputa árabe-israelense. Temos histórico de boas relações multilaterais e dar prioridade a um país em detrimento de outros pode trazer prejuízos econômicos, além de risco de o Brasil virar foco do terrorismo”, declarou Nogueira na mesma rede social.

A proposta de Bolsonaro foi criticada até pela deputada estadual eleita Janaína Paschoal (PSL-SP), a mais votada em São Paulo: “Já tive oportunidade de dizer que transferir a embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém é juridicamente justificável, na medida em que Israel é um Estado soberano. Porém, por razões diversas, fico feliz que o presidente eleito esteja repensando a ideia. Respeitosamente”, disse Janaína, em referência a uma declaração feita pelo presidente eleito no início do mês, quando afirmou que sua equipe estava conversando sobre como tomar a melhor decisão.