– A gente quer ser seu amigo, mas vá com calma. Não espere abraço de corpo inteiro logo de cara.

– Nós damos só 1 beijinho. Nem 2, nem 3. Já deu, né?

– A gente faz fila pra entrar no ônibus. Menos no terminal, que é uma terra sem lei.

– Aqui a gente come pinhão de junho a agosto. Não importa se gosta ou não, tem que comer.

– Salsicha não existe. Entenda isso. Aqui é vina. Só biscoito é de polvilho, o resto é tudo bolacha.

– Sempre (eu disse sem-pre) leve um casaquinho e uma sombrinha na mochila. Vai por mim.

– Teve uma vez que nevou aqui, na década de 70. Todo mundo tem uma história do dia da neve, é um saco.

– Nós pronunciamos a vogal E. Sim, nossa dicção beira a perfeição (emocionado aqui).

– Não jogamos nem papel de bala no chão.

– A cidade tem 800 parques. Mesmo assim, entupimos todos os shoppings no domingo à tarde.

– Temos muitas capivaras. Nem pense em comê-las: são sagradas.

– Domingo de manhã vamos na feira do Largo da Ordem. É um inferno, mas a gente adora.

– Nunca corte uma araucária. Aqui é um crime sem perdão. Melhor mudar de casa, fica a dica.

– Temos algumas figuras mitológicas: Oil-man, Inri Cristo e a mulher da borboleta 13. Aja naturalmente e não fique olhando, seu jacu.

– Não, a gente nunca andou na linha Turismo.

– Pra ir mais rápido, use a faixa da direita. Não faz nenhum sentido, mas é assim que é. Cuidado com algumas mãos inglesas, aleatórias.

– A gente é travado pra sambar. Mesmo assim, todo ano tem uma fiasqueira de escola de samba na Marechal Deodoro.

– Aqui tem muita farmácia, duas por quarteirão. Vendem de pó-de-arroz a pneu.

– Rua XV é o mesmo que Rua das Flores. Ela corta o centro, é minha e mandei ladrilhar.

– Se começar a chover surgirão de algum lugar misterioso vendedores de guarda chuva, que provavelmente moram nos bueiros. Não há outra explicação, custa 10 reais cada, tamanho família.

– Na rua XV, perto do bondinho, tem um palhaço sombra que segue as pessoas, por isso ninguém anda no meio do calçadão naquela área.

 

Post do jornalista e amigo Antonio Nascimento, enviada pelo amigo e advogado Luiz Eduardo Goldman.