Ao contrário do que previu o governo, a Reforma Trabalhista, que amanhã completa um ano de existência, não foi a “modernização trabalhista” propalada e nem se consolidou na criação de empregos, como anunciada.

A constatação é do portal UOL (veja o gráfico do portal), que mostra os indicadores oficiais, dando conta de que a reforma pouco impactou na criação de empregos. Ao contrário, aumentou substancialmente a informalidade do mercado de trabalho.

O trabalhismo brasileiro está para sofrer um novo golpe agora com a extinção do Ministério do Trabalho, anunciado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.

O governo Temer, na visão das representações trabalhadoras do Brasil esteve totalmente compromissada com o setor empresarial e representou um sacrifício enorme para quem vive de salário e de vínculo empregatício.

Quando foi aprovada a Reforma, o Brasil apresentava um recorde de desemprego, com 13,3 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho. A taxa de desocupação era de 12,8%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Ao sancionar a Reforma e durante toda a tramitação de suas regras no Congresso Nacional, o presidente defendeu que ela seria a solução para o desemprego. O ministro Ronaldo Nogueira, chegou a afirmar que seriam criados até 2 milhões de vagas entre 2018 e 2019.

O fracasso foi grande, pois o Brasil chega agora a 298.312 vagas criadas até setembro e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados continua a não apontar perspectivas de grandes melhoras, mesmo em tempo de empregos temporários, comportamento normal de final de ano.

O grande avanço foi mesmo no enfraquecimento do poder aquisitivo sindical, setor por demais privilegiado antes da reforma e que agora vive a dureza da não obrigatoriedade do desconto em folha da contribuição sindical, agora oficialmente de caráter espontâneo.