O filho do candidato a presidente Jair Bolsonaro foi repreendido pelo pai pela sua manifestação referindo-se ao fechamento do Supremo Tribunal Federal – STF.
Em vídeo que repercutiu nas redes sociais nos últimos dias, Eduardo Bolsonaro disse que bastaria “um soldado e um cabo” para fechar o STF, já que os ministros não tem popularidade.
Bolsonaro disse que ele já pediu desculpas e se preciso voltará a pedir desculpas, mas contemporizou a declaração dizendo que ocorreu em virtude de “uma pergunta sem pé, nem cabeça” e com colocações que foram “tiradas de contexto”. E enfatizou: “isso não existe, falar em fechar o STF. Se alguém falou em fechar o STF, precisa consultar um psiquiatra”, disse o candidato em entrevista coletiva após evento na casa do empresário Paulo Marinho.

O deputado mais votado do Brasil, Eduardo Bolsonaro, também se manifestou sobre o vídeo que gerou mal-estar na campanha do PSL. Nas redes sociais, como sempre fazem os Bolsonaro, Eduardo reconheceu que “foi infeliz” em sua declaração, mas disse que ela “não é motivo para alarde”.
Ontem a claque de Bolsonaro nas redes sociais tratou de desmerecer as declarações, comparando-a a outras realizadas anteriormente pelo rememorando o vídeo publicado em abril de 2018 pelo deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), que foi presidente da OAB fluminense e atua também como advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em vídeo de 1 minutos e 56 segundos na sua página no Facebook, Damous foi explícito naquela época: “Tem de fechar o Supremo Tribunal Federal”. Mesmo em as situações são diferentes os bolsonaristas, insistiram que uma coisa tem a ver com a outra, o que não passa de uma desculpa para defender o candidato e seu filho.