Por 367 votos a favor, 57 contrários e três abstenções, o projeto que suspende o decreto ampliando para funcionários comissionados e de segundo escalão o poder para que seja imposto sigilo de documentos públicos. Foi uma derrota vergonhosa, pois o governo não conseguiu sequer maioria simples (os votos de metade mais um dos presentes)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, colocou o projeto no plenário em caráter de urgência. O PSL, partido de Bolsonaro, foi isolado na defesa do Planalto. Foram só três votos do MDB, um do Solidariedade, um do PP, um do PSD e um do Avante. O DEM, que tem três ministérios, incluindo a Casa Civil, comandada por Onyx Lorenzoni, ajudou a impor a derrota ao governo. O texto vai agora ao Senado.

O revés do Planalto é um primeiro recado para Bolsonaro de que o Legislativo está insatisfeito com a falta de “diálogo”. E o foco deste descontentamento só pode ser o fim da política de toma lá, dá cá imposto pelo Governo.

O ridículo é que até o presidente do PSL, o controvertido Luciano Bivar, que esteve com o presidente momentos antes, votou contra. E depois disse que “me enganei”, como se fosse um debutante no Legislativo.

Não foi a única derrota do dia para o Executivo. Os esforços do líder do governo para evitar incluir na pauta a proposta de convocação do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, também foram inúteis. Os líderes querem explicações sobre por que um general brasileiro foi nomeado para coordenar o Comando Militar Sul nos Estados Unidos.

Para evitar mais prejuízos ao Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recuou da decisão de colocar em votação no plenário o projeto que permite a Estados antecipar receitas ao “vender” dívidas que têm a receber. A votação da chamada securitização serviria como termômetro para Maia medir o tamanho da base.

O vice-presidente que havia assinado o projeto, brincou com o resultado: “Perdi, os deputados não gostam de mim. Perdi play-boy!”(Com informações da Isto É)