O controverso convite para o juiz Sérgio Moro para assumir um ministério ou uma vaga no STF se consolida na manhã desta quinta-feira (1/11) com a ida logo às primeiras horas da manhã do juiz até a residência do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Numa entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Moro afirmou que vai definir com Bolsonaro quais são as condições e estimou que é preciso saber se há “convergências importantes e divergências irrelevantes”.

Mas hoje pela manhã, numa entrevista a Rede Globo de Televisão, ainda durante o vôo entre Curitiba e Rio de Janeiro, Moro voltou afirmar que “não há nada definido”.

A presença de Moro no novo governo já merece uma série de observações e principalmente críticas sobre a postura profissional do juiz, que foi importantíssimo nas condenações do ex-presidente Luiz Ignácio Lula da Silva. A imparcialidade do jurista é que pesa principalmente no momento das críticas, pois o que se espera dele é que seja totalmente isento de qualquer vínculo. E agora esta aproximação de Bolsonaro, se é que ela vai se consolidar, gera uma série de indagações.

Somente depois de consumada a conversa e formalizado ou não o convite de Bolsonaro é que se definirá a postura de Moro. A princípio o juiz teria que abandonar a sua carreira para ingressar no governo, ganhando um cargo que pode ser motivo de exoneração a qualquer momento, dependendo da afinidade que exista entre ele e o futuro presidente.