A euforia causada pela eleição de Bolsonaro atingiu também o Congresso Nacional, mesmo com todas as mudanças previsíveis a partir de fevereiro. Assim temas como a Reforma da Previdência podem ir para a pauta junto com outras tantas propostas de interesse do futuro governo. Vão de temas discutidos como bandeira da campanha do eleito até questões econômicas para amenizar a situação do País.

Numa última tentativa de agradar o futuro presidente, o senador Magno Malta (PR-ES), que aspira um Ministério, tenta conseguir votos da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para a proposta que altera a lei antiterrorismo criminalizando atos de movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Malta, não foi reeleito. Ele é o relator da proposta.

Também ganha força o movimento um movimento da oposição na Câmara dos Deputados, liderado por PT, PCdoB e PSOL para derrubar o projeto Escola sem Partido, contra a chamada “doutrinação” dos professores. O assunto será discutido na comissão, semana que vem.

Está no Congresso a revogação do Estatuto do Desarmamento, flexibilizando regras como a compra e o porte de armas de fogo. Desde a campanha o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), quer votar este tema. E agora mais do que nunca, pois pretende o apoio da ala Bolsonaro para continuar na presidência da Câmara.

Outra questão de honra de Maia é a reforma da Previdência, a mesma enviada pelo presidente Michel Temer ao Congresso. O objetivo é votar agora para evitar o desgaste de Bolsonaro na negociação deste tema. O temor é que ela, como está, não passe pelo plenário.

O presidente do PSL, futuro deputado Luciano Bivar (PE), prevê que a flexibilização do Estatuto do Desarmamento é o tema de maior chances de aprovação agora. “Esta discussão já está bastante avançada, principalmente com Maia”, disse. Ele afirmou, porém, que as reformas deveriam ser prioridade. “Temos outras pautas mais urgentes.”

Para a economia, a reforma da Previdência, é considerada imprescindível para tentar alcançar um ajuste de contas a partir do ano que vem.

Há ainda o adiamento do reajuste dos servidores públicos de 2019 para 2020, a revisão do contrato da cessão onerosa da Petrobrás, para ser votada no Senado, e as novas regras para a devolução de imóveis comprados na planta, o chamado distrato. Só com o reajuste dos funcionários públicos o governo poderia economizar R$ 4,7 bilhões. Informações de O Estadão.