O Congresso Nacional está em ritmo de festa. O Carnaval já começou para os trabalhadores de Brasília. A Folha de S. Paulo acusa que desde as 6 horas da manhã de hoje já estão abertos os registros de presença na Câmara e Senado. O parlamentar chega, registra sua presença e vai para o Aeroporto de Brasília para “retornar às suas bases”. E a volta só acontece no dia 12 de março, que será de fato o primeiro dia útil do mês para esses abnegados cidadãos, na luta por seus diminutos salários.

Para o cidadão comum os dias de recesso no Carnaval são outros. Oficialmente o calendário determina:

  • 4 de março (segunda), Carnaval (ponto facultativo);
  • 5 de março (terça), Carnaval (ponto facultativo);
  • 6 de marçoquarta-feira de cinzas (ponto facultativo até as 14 horas);

O expediente bancário também será alterado por conta do feriado de Carnaval. As agências bancárias estarão fechadas nos dias 4 e 5 de março, segunda e terça-feira. O funcionamento será retomado na quarta-feira de cinzas, dia 6, a partir do meio-dia. Na quinta-feira 7, o expediente bancário volta ao normal. Então é bom ficar atento para os pagamentos de contas nestes dias. As contas de consumo (água, energia, telefone etc.) e carnês que tiverem vencimentos marcados para os dias em que as agências estarão fechadas poderão ser pagas via internet banking, ou no primeiro dia útil após o feriado, sem acréscimos.

No Congresso Nacional, entretanto, o feriado de Carnaval vai durar até uma semana inteira. Os deputados e senadores só tem expediente na próxima segunda-feira (11/03).

Mas na volta ao trabalho a pauta será repleta e por certo exigirá horários extras, bem remunerados, com sessões que se estenderão madrugada adentro e votações e momentos em que a fiscalização pública estará “descansando”. Isso quer dizer que a praxe não muda. Mais de 50% dos parlamentares eleitos nas últimas eleições são novatos e não tem os vícios da velha política, mas continuam sendo comandados pelas raposas do parlamento e não tem como mudar as práticas.

Tudo isso como se a Nova Previdência, proposta pelo presidente Bolsonaro não fosse considerada uma medida de extrema urgência. Até agora nem a composição da Comissão de Constituição e Justiça foi acelerada. Ao contrário, membros dos partidos de oposição fazem “corpo mole” e “empurram com a barriga” qualquer indicação necessária. Assim, antes do Carnaval, nem pensar. E depois, sessões extras, madrugadas adentro e custos que só o perdulário estado brasileiro tem capacidade de sustentar.