Bolsonaro não pretende manter um bom relacionamento com a Imprensa no seu governo. Pelo menos ficou claro na primeira entrevista coletiva que ele concedeu depois de eleito, quinta-feira (1/11), na sua casa na Barra da Tijuca, no Rio. Na entrada havia uma lista obedecida por policiais federais, na porta do condomínio, só liberando emissoras de TV e desta também não constava a TV Brasil, algumas emissoras de rádio e dois sites.
Entre os barrados os jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo e agências internacionais. Quem liderou o credenciamento dos jornalistas foi o assessor Tércio Arnaud Tomaz, que trabalhou também na campanha do presidente eleito. Tércio é lotado no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PSC), na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, com salário de R$ 3.641 e que está licenciado desde agosto.
O bloqueio, conforme explicou o assessor pelas redes sociais, foi por “falta de espaço”. Já o presidente eleito disse que “não sei quem marcou”, referindo-se a coletiva e garantiu que não mandou restringir ninguém.
As restrições aos jornalistas de impressos ocorre desde o episódio em que Bolsonaro foi esfaqueado em Juiz de Fora. De lá para cá ele prefere privilegiar os meios eletrônicos, emissoras de rádio e TVs.