Não tem conversa. O governo não vai conseguir nada do Legislativo para tramitar a reforma da Previdência se não chegar ao Congresso o texto que inclui os militares. A decisão foi tomada depois da reunião de líderes com o presidente Rodrigo Maia (DM_RJ).
A votação para a admissibilidade da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) vai esperar que o presidente Jair Bolsonaro enviar o texto com a reforma dos militares. Foi uma reunião rápida, de apenas duas horas, onde estavam presentes, todas as lideranças partidárias. Até porque neste espaço de tempo, muitos parlamentares querem somar algumas conquistas junto ao governo, mesmo sem uma situação clara do toma lá, dá cá.
“Foi um acordo com o presidente Rodrigo Maia. Seguimos o princípio de igualdade. É justo que a população queira conhecer os pontos da reforma também para os militares”, disse o deputado federal Delegado Waldir (PSL-GO).
Conforme o delegado Waldir, há um acordo com os militares para que a reforma que mexe na situação deles só seja analisada após a votação do texto principal. No entanto, não está definido se eles esperarão os dois turnos de votação ou não. Os integrantes das siglas que fazem parte do bloco que apoiou Maia nas eleições já foram escolhidos e, agora, a oposição fará suas indicações. A expectativa é que os nomes sejam revelados nesta terça-feira (12/3).