A fama de soltador oficial do STF já colou no ministro Gilmar Mendes. Tanto que no mandado de prisão do ex-presidente Michel Temer, o juiz Marcelo Bretas, ressalvou que um possível recurso ao Supremo Tribunal Federal não deve ser relatado pelo Ministro Gilmar Mendes.

A alegação é de que ele já relatou outros casos da Lava-Jato e todos sabemos os resultados. É obvio que Bretas não se referiu às solturas, mas especificou as participações de Gilmar nas operações Saqueador e Calicute.

Bretas observou também que foi “apenas para evitar confusões a respeito da competência para eventual impugnação desta decisão, repito que estes autos guardam relação de conexão e continência com a ação penal derivada da denominada operação Radioatividade e seus vários desdobramentos”.

Em outras palavras ele ressalvou que os recursos de Temer não devem ser encaminhados para Gilmar. Bretas até deixou a entender que o encaminhamento deve ser feito ao ministro Luís Roberto Barroso, remetente do inquérito que leva o ex-presidente à 7ª Vara Federal do Rio, ou a qualquer outro ministro sorteado eletronicamente.

A expectativa é para o encaminhamento ao ministro Edson Fachin, responsável por processos da Operação Radioatividade, sobre os desvios na Eletronuclear.