Bolsonaro terá que passar por uma nova cirurgia para fechamento da colostomia (desvio do conteúdo intestinal para uma bolsa externa) e a previsão é que ocorra tão logo ele tome posse, desde que eleito presidente da República. No entanto o candidato está tentando junto aos médicos uma antecipação para evitar que fique fora do poder durante o início do mandato se isso for confirmado na eleição do dia 28.

O cirurgião-chefe da equipe médica do candidato, Antônio Luiz Macedo, do Hospital Albert Einstein disse que a operação só poderá ser feita após o dia 12 de dezembro. A recuperação vai durar no mínimo duas semanas, o que implica em não dar garantias de que estaria completamente recuperado para uma eventual posse, no dia 1.º de janeiro.

Para o médico o ideal, é que a intervenção cirúrgica ocorra só em janeiro. “É mais seguro a operação logo após a posse, em janeiro. Mas se ele quiser fazer antes, não vejo grandes dificuldades”, declarou.

Se os exames estiverem bons no dia 18 de outubro, estima o médico, é só aguardar a eleição e ele decide se será em dezembro ou em janeiro.

O abdome de Bolsonaro será aberto novamente para que as alças do intestino grosso sejam unidas e, com isso, o trânsito fecal volte ao normal e o paciente deixe de usar a bolsa coletora.

Se a cirurgia ocorrer em janeiro, é provável até que a ausência do novo presidente implique na posse do vice, general Mourão, o que o candidato desejaria evitar.