O presidente eleito, Jair Bolsonaro, deu as primeiras entrevistas sobre as propostas de governo e aquilo que pretende implantar a partir do momento em que assumir o poder. Um dos pontos mais destacados foi a Reforma da Previdência, assunto que pode ser motivo de discussão ainda dentro do atual mandado de Michel Temer. Ele disse que tem encontro com o presidente atual e pretende que a matéria ainda seja apreciada pelo Congresso. Sobre a proposta de 65 anos, disse que “a melhor reforma é a aquela que passa pelo Congresso” e que se não for aprovada agora a de 65 anos, torce para que seja de 61 mesmo e com o tempo vai tentar ampliar o prazo.

A Reforma Trabalhista também foi citada por Bolsonaro. Ele considera que hoje está muito difícil de ser patrão nos dias de hoje e que isso precisa ser melhorado. Mas também considera que o desempregado tem que ser olhado com carinho e isso depende das relações entre patrões e empregados. “Este é um ponto que temos que tratar com carinho e com prioridade”. Para aumentar o quadro de empregos garante que a redução de impostos será fundamental, gerando mais empregos e aumentando a massa de contribuição.

Falou também a redução do quadro de ministérios, estimando que será em torno de 15 a 17 e que os seus auxiliares serão anunciados aos poucos. Alguns nomes já são conhecidos como Paulo Guedes, Onyx Lorenzoni, General Heleno e o astronauta Marcos Pontes, entre outros. O mais falado no momento, que não foi até agora confirmado, é o de Sérgio Moro, para o Ministério da Justiça.

Sobre as privatizações o presidente eleito não quis adiantar quais serão feitas, mas os setores que forem considerados deficitários passarão pela medida, indiscutivelmente. Citou como exemplo a Empresa Brasileira de Notícias – EBN, admitindo que esta será negociada.  “É inadmissível que o governo mantenha uma máquina sem retorno ou com audiência zero. Está fora dos planos do novo governo. Quandro precisarmos de divulgação vamos aos meios convencionais”, destacou Bolsonaro.

Quanto ao Mercosul, já descartado como prioridade pelo futuro ministro Paulo Guedes, Bolsonaro disse que gostou da posição do seu futuro auxiliar e que o Mercosul até hoje serviu apenas como instrumento ideológico e não será prioridade. “Vamos buscar entendimentos com o mundo todo e não apenas concentrar os esforços numa entidade continental, que até hoje teve sua finalidade deturpada e utilizada apenas como instrumento ideológico”.

Sobre a Segurança Pública, disse que vários estudos estão em andamento e um deles é para que todo o criminoso cumpra penas integralmente. Citou como exemplo a lei dos três crimes, praticada nos Estados Unidos, onde um criminoso que chegar a três condenações terá que cumprir no mínimo 10 anos de prisão (nos EUA são 25 anos).