O ex-governador Beto Richa sai do Regimento de Polícia Montada e vai para a a Superintendência da Polícia Federal ou para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais. O remanejamento do preso foi determinado pelo juiz federal Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba.

A defesa de Beto Richa contesta e diz que se Beto foi governador do Paraná e administrou a estrutura do sistema prisional, a “sua presença pode ensejar retaliações ou até mesmo algum ato contra ele”.

A decisão atende um pedido do Ministério Público Federal (MPF) reivindicando que Richa fosse transferido a uma das unidades prisionais onde estão os demais presos pela Polícia Federal (PF).

Em seu despacho o juiz entende que o Regimento de Polícia Montada não é próprio para “guarda e vigilância de presos”, e que o local “não é apropriado para assegurar a efetividade da cautelar”.

Ocorre que portaria do Regimento de Polícia Montada, em 2015, faculta que os presos nesta unidade possam, por exemplo, fazer “inúmeras ligações telefônicas diárias”.

E mais: “irregularidade no processo de inclusão” do ex-governador na unidade onde ele está preso. Segundo a PF, a advogada de Richa intermediou com o comando do regimento para que o ex-governador fosse para a unidade da PM.

Richa foi preso no dia 25 de janeiro por influenciar depoimentos de testemunhas da investigação que apura supostos crimes na concessão de rodovias do estado. A transferência ainda vai depender de vaga. Na tarde de ontem a carceragem da PF alegou que não tem vagas. Richa protesta e alega que pode ser vítima de atos de vingança.